Governo com Temer permanece impopular entre os brasileiros

 

Pesquisas indicam a baixa aprovação do governo interino

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Brasília –  Michel Temer, fala à imprensa ao deixar seu gabinete no Palácio do Planalto (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Após Senado aceitar as denúncias contra Dilma Rousseff, colocando-a como réu no crime de responsabilidade fiscal, ela foi afastada do cargo, deixando Michel Temer como presidente de forma interina por 180 dias. O então vice-presidente pemedebista, Michel Temer, assumiu o cargo no dia 12 de maio, e desde então já adotou diversas novas medidas, a fim de reestruturar o país e tentar sair da crise econômica, principal temor nacional.

Seu governo está marcado por um cenário de amor e ódio, já que parte da população o vê como saída para a atual crise e esperança para alavancar o país, enquanto outra parte é contrária ao seu governo e marca presença em manifestações nas ruas.

Em pesquisa encomendada pela Confederação Nacional do Transporte Nacional (CNT) ao instituto MDA, divulgada nessa segunda-feira, dia 8 de junho, apenas 11,3% da população avalia positivamente o governo Temer. Enquanto 28% avaliam negativamente, para 30,2% da população o governo é regular e 30,5% não sabem opinar.

Além da grande repercussão de que há um golpe em andamento e não um impeachment, promovida pela petista, Dilma Rousseff, os brasileiros, assim como a mídia internacional/nacional, se dividem em opiniões de prós e contras o novo governo, recheado de escândalos.

Aprovação do governo interino

A agência de pesquisa de mercado e inteligência, Hello Reseach, divulgou pela revista Exame.com o resultado da pesquisa sobre a reputação de Temer para os brasileiros. O site obteve resultados majoritariamente insatisfeitos com o novo governo. Para 40% da população a crise não melhorará com a entrada do PMDB, já para quase 30% o resultado será uma piora na situação do país.

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Com apenas um mês em vigor, seus escândalos mostraram-se maior que a reformulação para melhoria parlamentar. Temer, entretanto, afirma que “Deus deu a ele uma grande missão de ajudar o Brasil e que recuará ou mudará decisões quando isso for necessário, pois o importante é ajudar o Brasil”. Já Dilma, se refere a Temer como “traidor” e disse que continuará lutando, reafirmando “No passado, enfrentei por convicção a ditadura. E agora enfrento também um golpe de Estado”.

“Acredito que a melhor opção para o país no momento foi o impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas não creio que o Temer seja a melhor pessoa para governar em seu lugar. Na economia ainda não foi possível notar uma diferença, já que não tem nem 90 dias que o Temer assumiu, mas creio que haverá uma mudança para melhor porque ele quer superar as expectativas criadas contra ele”, disse a contadora, Tayane Lúcio.

Para o professor de História da rede de ensino estadual, Márcio Júnior, o governo de Temer não está apto para administrar o País. “O governo está se baseando em questões econômicas, e isso vai acarretar numa perda nas questões de programa sociais e questões de direitos conquistados. Os debates atuais sobre aborto, legalização da maconha, ensino sobre gênero e afins serão abandonadas a princípio. Além de que, está claro que o governo é corrupto.”

 

 

Desapropriações: Olimpíadas deixam legado negativo

Alguns moradores do Rio de Janeiro receberam a herança olímpica mesmo antes dos jogos começarem

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As Olímpiadas Rio 2016, começam em 5 de agosto e muitos estrangeiros estão de passagem comprada para a cidade maravilhosa. Brasileiros de todas as regiões do país também irão prestigiar o evento, porém, para os “vizinhos das olimpíadas”, os moradores da Vila Autódromo, o Rio de Janeiro ser a cidade sede não foi motivo de alegria.

A Vila Autódromo é uma comunidade localizada ao lado de onde foi construída a Cidade Olímpica, próxima ao International Broadcasting Center (IBC), em português, Centro Internacional de Transmissão. Os moradores de lá, sofreram a desapropriação de suas casas, apesar de a Prefeitura ter tentado negociações de reassentamento ou indenização, os moradores não queriam deixar o local. A comunidade foge dos padrões de favelas como a Rocinha. Pois tem ruas amplas e sem marginalidade, somado ao privilegio de sua localidade.

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“Não vou sair da minha casa porque a Prefeitura quer. Se eu tenho o direito de ficar lá, eu vou lutar para ficar”, diz Maria da Penha, morada da Vila Autódromo e principal articuladora da resistência de moradores que são contra a ação da Prefeitura. Além da família de Maria, cerca de 583 famílias, que representam ao todo 2.450 pessoas, viviam na comunidade.

O plano da prefeitura é demolir o antigo autódromo de Jacarepaguá para construir o Parque Olímpico, que será um dos principais palcos das competições durante os jogos, sediando as disputas mais importantes, como Basquete, Judô, Luta-livre, Handebol, Ginástica, Ciclismo, Natação, etc.

Plano alternativo

A comunidade foge dos padrões de favelas como a Rocinha. Pois tem ruas amplas e sem marginalidade, somado ao privilegio de sua localidade. Alguns moradores se mostraram contrários a desapropriação e apresentaram um projeto a fim de convergir a ação de maneira que beneficiasse a ambos os lados. No primeiro semestre de 2013, em conjunto com a Universidades Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os moradores da Vila Autódromo apresentaram o Plano Popular de Urbanização, cuja implantação não chegava a 14 milhões de reais, recebeu dois prêmios internacionais.

O plano contava com uma faixa de proteção na lagoa Jacarepaguá, a recuperação do mangue e da vegetação nativa, além do reassentamento das pessoas que moram nas margens da lagoa para o miolo da comunidade. Porém, só houve repercussão com a prefeitura após reinvindicações dos moradores, mas ainda assim, não gerou acordos.  Desde então, a maior parte das famílias foram enviadas para alternativas do governo, como casas populares, que muitas vezes não são localidades próximas a antiga.

O prefeito Eduardo Paes garantiu que não faltou diálogo com Maria da Penha e Luiz Cláudio, seu esposo, que tiveram a casa demolida em março. “Nós dialogamos mais com ele do que vocês [a imprensa]. O casal estabeleceu o Monsenhor Luís Antônio, que dirige a Pastoral das Favelas ligada à igreja católica como interlocutor do processo”.

“A maior parte dos casos de moradores que querem ainda ficar lá é porque não chegamos a um valor. Eles queriam receber um valor muito alto pelas casas”, disse Eduardo Paes durante o período de remoções.

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Histórico de desapropriações

De 2009 a 2016 mais de 100 mil pessoas podem ser removidas de suas casas para dar lugar a estádios e arenas para os jogos, segundo pesquisa do instituto Igarapé. O número é tão elevado que colocou o Brasil em 16º no ranking mundial de deslocados.

Em 2011, a relatora especial do comitê de Direitos Humanos da ONU, Raquel Rolnik, chegou a denunciar possíveis violações nas remoções e pediu a interrupção das desapropriações. O Rio de Janeiro, cenário principal dos jogos, aparece na mesma lista que coloca São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Natal e Fotaleza em cidades que realizavam desapropriações ilegais ligados a eventos esportivos.

“Peço às autoridades federal, estadual e municipal envolvidas nos projetos da Copa do Mundo e da Olimpíada que se envolvam em um diálogo transparente com a sociedade brasileira, particularmente com os setores da população diretamente afetados”, disse Rolnik.

Exposição Histórias da Infância chega ao MASP

A exposição que foi inaugurada em 8 de Abril, marca a trajetória da infância representada por fases, transitando por diversas plataformas digitais e períodos da arte.

As obras ocupam dois andares do MASP, dividindo a infância em períodos, no qual o primeiro andar estão as fotografias e pinturas referentes à virtualização da família, brincadeiras, educação, artistas, anjos, retratos e a morte. Já no primeiro subsolo estão temas ligados à maternidade e nascimento.

A mostra converge de forma igualitária entre artistas renomados como Van Gogh, Renoir, Vik Muniz e Lasar Segall e desenhos de crianças de escolas municipais, produzidos em oficinas oferecidas pelo próprio museu.

Uma curiosidade da exposição é que os quadros foram posicionados de maneira que fiquem na altura dos olhos das crianças. Deste modo, elas podem ter uma relação com a obra mais direta. Além de contar com a versão narrada da exposição por crianças, versão esta, que só está disponível no site do MASP.

De modo geral, a exposição explora a construção da infância de uma maneira plural, tanto que segue por narrativas imperiais quanto indígenas, latinas, ocidentais etc.

A exposição ficará aberta ate dia 31 de Julho, com entrada a 25 reais e 12 (meia-entrada). Tendo entrada gratuita todas às terças-feiras.

O horário de funcionamento do MASP é das 10 às 18 horas, de terça a domingo. Quartas até às 20 horas.

MASP – MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO

AV. Paulista, 1578, Bela Vista

 

 

 

Brasil na mira do Estado Islâmico

A possibilidade de sermos o primeiro país latino-americano a sofrer um atentado terrorista feito pelo Estado Islâmico aumentou este ano, já que a ABIN —Agência Brasileira de Inteligência — confirmou a autenticidade de uma mensagem feita por um integrante do grupo terrorista ameaçando o país.

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A publicação que afirmava: “Brasil, vocês são o nosso próximo alvo, nós podemos atacar seu país de merda.” foi feita pelo francês Maxime Hauchard, adepto ao regime, e postado em seu Twitter. A mensagem foi publicada logo após os atentados na França, contudo a ABIN só confirmou a suposta ameaça este mês, já que precisava confirmar a veracidade da conta.

Com mais de 50 atentados ao redor do mundo, contando com o mais recente em Bruxelas, na Bélgica, que deixou mais de 30 mortos e 200 feridos, o Estado Islâmico tornou-se um dos grupos terroristas mais perigosos do mundo.

Com ideais extremistas do islamismo, baseando sua militância de acordo com o Alcorão — livro sagrado do islã que os muçulmanos acreditam ser a palavra direta de Deus a Maomé —, o antigo Estado Islâmico no Iraque e na Síria (ISIS) e hoje denominado apenas como Estado Islâmico, vem tomando forma com cada vez mais adeptos ao regime totalitário e expansionista.

Sua ideologia marcada pelo ódio aos xiitas, assírios, cristãos e especialmente aos Estados Unidos, deixou um rastro sangrento, já que eles propagam a imposição do ultraconservadorismo islâmico, que os obriga a viver de acordo com a lei charia —o código de leis islâmico — e aqueles que se recusam são condenados a torturas, mutilações ou morte.

O apogeu de seu surgimento sobreveio após seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, se auto proclamar califa — sucessor de Maomé — instituindo o Estado Islâmico como um califado sobre os muçulmanos de todo o mundo, fato que não foi aprovado pela sociedade internacional muçulmana.

 

Brasileiros buscam alternativas para driblar a crise

Com a política instável, o mercado vem perdendo força e deixando milhões de brasileiros a mercê de poucas oportunidades no cenário empregatício atual.

A crise que se instaurou no país desde o ano passado, vem trazendo resquícios ainda mais fortes este ano com a alta no índice de desemprego.

O cenário que não promete melhorias, trás ainda mais incertezas, já que o atual momento da política brasileira gerou uma queda no nível de atividade econômica no país.

Especialistas apontam que o número de desocupados já supera os indicadores de 2015, podendo aumentar até 10% no primeiro trimestre de 2016, indicam Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).

Até setores mais estruturados sentiram o impacto da crise, demitindo em massa seus funcionários, como no caso da construção civil.

Os brasileiros que foram atingidos pela baixa no mercado procuram alternativas para se manter financeiramente, como no caso de Vanda Silva, doméstica, que começou a revender produtos de beleza e roupa íntima após patrões perderem o emprego devido à crise, dispensando seus serviços. “Tenho contas pra pagar e tive que dar meu jeito.”

Valderez Magalhães, gerente de logística, ficou sem emprego por um ano e meio: “Era frustrante pra mim que sou formado, pós-graduado, e não conseguir uma oportunidade. Não era por falta de qualificação, não tinha emprego mesmo. Passei um grande aperto. Eu, minha esposa e meu filho tivemos que deixar a casa alugada que morávamos para ir morar de favor na casa de parentes.”

Pesquisas apontam que a economia só voltará a aquecer daqui a dois ou três anos, caso a adversidade interna no país não se deteriore ainda mais.

Vale ressaltar que estamos vivendo uma crise mundial que reflete parcialmente na nossa economia. Somado todas essas questões, o mercado de trabalho será o último a perceber efetivamente uma melhoria.

Índices no país

Segundo o Banco Central, o PIB (Produto Interno Bruto) deve cair até 3,50% neste ano, enquanto a inflação chega a 7,59% até o fim de 2016. Os números divulgados não são animadores, tornando-se a pior recessão desde que temos conhecimento dos dados econômicos, afirma Ilan Godlfain, economista chefe do Itau-Unibanco.