Exposição Histórias da Infância chega ao MASP

A exposição que foi inaugurada em 8 de Abril, marca a trajetória da infância representada por fases, transitando por diversas plataformas digitais e períodos da arte.

As obras ocupam dois andares do MASP, dividindo a infância em períodos, no qual o primeiro andar estão as fotografias e pinturas referentes à virtualização da família, brincadeiras, educação, artistas, anjos, retratos e a morte. Já no primeiro subsolo estão temas ligados à maternidade e nascimento.

A mostra converge de forma igualitária entre artistas renomados como Van Gogh, Renoir, Vik Muniz e Lasar Segall e desenhos de crianças de escolas municipais, produzidos em oficinas oferecidas pelo próprio museu.

Uma curiosidade da exposição é que os quadros foram posicionados de maneira que fiquem na altura dos olhos das crianças. Deste modo, elas podem ter uma relação com a obra mais direta. Além de contar com a versão narrada da exposição por crianças, versão esta, que só está disponível no site do MASP.

De modo geral, a exposição explora a construção da infância de uma maneira plural, tanto que segue por narrativas imperiais quanto indígenas, latinas, ocidentais etc.

A exposição ficará aberta ate dia 31 de Julho, com entrada a 25 reais e 12 (meia-entrada). Tendo entrada gratuita todas às terças-feiras.

O horário de funcionamento do MASP é das 10 às 18 horas, de terça a domingo. Quartas até às 20 horas.

MASP – MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO

AV. Paulista, 1578, Bela Vista

 

 

 

Brasil na mira do Estado Islâmico

A possibilidade de sermos o primeiro país latino-americano a sofrer um atentado terrorista feito pelo Estado Islâmico aumentou este ano, já que a ABIN —Agência Brasileira de Inteligência — confirmou a autenticidade de uma mensagem feita por um integrante do grupo terrorista ameaçando o país.

Sem título.png

A publicação que afirmava: “Brasil, vocês são o nosso próximo alvo, nós podemos atacar seu país de merda.” foi feita pelo francês Maxime Hauchard, adepto ao regime, e postado em seu Twitter. A mensagem foi publicada logo após os atentados na França, contudo a ABIN só confirmou a suposta ameaça este mês, já que precisava confirmar a veracidade da conta.

Com mais de 50 atentados ao redor do mundo, contando com o mais recente em Bruxelas, na Bélgica, que deixou mais de 30 mortos e 200 feridos, o Estado Islâmico tornou-se um dos grupos terroristas mais perigosos do mundo.

Com ideais extremistas do islamismo, baseando sua militância de acordo com o Alcorão — livro sagrado do islã que os muçulmanos acreditam ser a palavra direta de Deus a Maomé —, o antigo Estado Islâmico no Iraque e na Síria (ISIS) e hoje denominado apenas como Estado Islâmico, vem tomando forma com cada vez mais adeptos ao regime totalitário e expansionista.

Sua ideologia marcada pelo ódio aos xiitas, assírios, cristãos e especialmente aos Estados Unidos, deixou um rastro sangrento, já que eles propagam a imposição do ultraconservadorismo islâmico, que os obriga a viver de acordo com a lei charia —o código de leis islâmico — e aqueles que se recusam são condenados a torturas, mutilações ou morte.

O apogeu de seu surgimento sobreveio após seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, se auto proclamar califa — sucessor de Maomé — instituindo o Estado Islâmico como um califado sobre os muçulmanos de todo o mundo, fato que não foi aprovado pela sociedade internacional muçulmana.

 

Brasileiros buscam alternativas para driblar a crise

Com a política instável, o mercado vem perdendo força e deixando milhões de brasileiros a mercê de poucas oportunidades no cenário empregatício atual.

A crise que se instaurou no país desde o ano passado, vem trazendo resquícios ainda mais fortes este ano com a alta no índice de desemprego.

O cenário que não promete melhorias, trás ainda mais incertezas, já que o atual momento da política brasileira gerou uma queda no nível de atividade econômica no país.

Especialistas apontam que o número de desocupados já supera os indicadores de 2015, podendo aumentar até 10% no primeiro trimestre de 2016, indicam Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).

Até setores mais estruturados sentiram o impacto da crise, demitindo em massa seus funcionários, como no caso da construção civil.

Os brasileiros que foram atingidos pela baixa no mercado procuram alternativas para se manter financeiramente, como no caso de Vanda Silva, doméstica, que começou a revender produtos de beleza e roupa íntima após patrões perderem o emprego devido à crise, dispensando seus serviços. “Tenho contas pra pagar e tive que dar meu jeito.”

Valderez Magalhães, gerente de logística, ficou sem emprego por um ano e meio: “Era frustrante pra mim que sou formado, pós-graduado, e não conseguir uma oportunidade. Não era por falta de qualificação, não tinha emprego mesmo. Passei um grande aperto. Eu, minha esposa e meu filho tivemos que deixar a casa alugada que morávamos para ir morar de favor na casa de parentes.”

Pesquisas apontam que a economia só voltará a aquecer daqui a dois ou três anos, caso a adversidade interna no país não se deteriore ainda mais.

Vale ressaltar que estamos vivendo uma crise mundial que reflete parcialmente na nossa economia. Somado todas essas questões, o mercado de trabalho será o último a perceber efetivamente uma melhoria.

Índices no país

Segundo o Banco Central, o PIB (Produto Interno Bruto) deve cair até 3,50% neste ano, enquanto a inflação chega a 7,59% até o fim de 2016. Os números divulgados não são animadores, tornando-se a pior recessão desde que temos conhecimento dos dados econômicos, afirma Ilan Godlfain, economista chefe do Itau-Unibanco.