Brasileiros buscam alternativas para driblar a crise

Com a política instável, o mercado vem perdendo força e deixando milhões de brasileiros a mercê de poucas oportunidades no cenário empregatício atual.

A crise que se instaurou no país desde o ano passado, vem trazendo resquícios ainda mais fortes este ano com a alta no índice de desemprego.

O cenário que não promete melhorias, trás ainda mais incertezas, já que o atual momento da política brasileira gerou uma queda no nível de atividade econômica no país.

Especialistas apontam que o número de desocupados já supera os indicadores de 2015, podendo aumentar até 10% no primeiro trimestre de 2016, indicam Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).

Até setores mais estruturados sentiram o impacto da crise, demitindo em massa seus funcionários, como no caso da construção civil.

Os brasileiros que foram atingidos pela baixa no mercado procuram alternativas para se manter financeiramente, como no caso de Vanda Silva, doméstica, que começou a revender produtos de beleza e roupa íntima após patrões perderem o emprego devido à crise, dispensando seus serviços. “Tenho contas pra pagar e tive que dar meu jeito.”

Valderez Magalhães, gerente de logística, ficou sem emprego por um ano e meio: “Era frustrante pra mim que sou formado, pós-graduado, e não conseguir uma oportunidade. Não era por falta de qualificação, não tinha emprego mesmo. Passei um grande aperto. Eu, minha esposa e meu filho tivemos que deixar a casa alugada que morávamos para ir morar de favor na casa de parentes.”

Pesquisas apontam que a economia só voltará a aquecer daqui a dois ou três anos, caso a adversidade interna no país não se deteriore ainda mais.

Vale ressaltar que estamos vivendo uma crise mundial que reflete parcialmente na nossa economia. Somado todas essas questões, o mercado de trabalho será o último a perceber efetivamente uma melhoria.

Índices no país

Segundo o Banco Central, o PIB (Produto Interno Bruto) deve cair até 3,50% neste ano, enquanto a inflação chega a 7,59% até o fim de 2016. Os números divulgados não são animadores, tornando-se a pior recessão desde que temos conhecimento dos dados econômicos, afirma Ilan Godlfain, economista chefe do Itau-Unibanco.

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